Dinamarca assume leme da União Europeia

A partir de dia 1 de Janeiro, a Dinamarca assegura a presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE), para um semestre em que as expectativas são cinzentas para a economia da zona Euro. Mesmo assim, o executivo de Copenhaga coloca o ambiente e desenvolvimento sustentável como uma das quatro prioridades para a Europa.
«Um objectivo-chave vai adoptar medidas para melhorar a eficiência de recursos e energia na Europa», pode ler-se na apresentação geral do programa de trabalho da presidência do Conselho para o próximo semestre. O executivo pretender marcar uma agenda proactiva na promoção do desenvolvimento sustentável, integrando ainda a componente ambiental em várias das políticas sectoriais da União Europeia.

Em ano do Rio+20, a cimeira da ONU para a Sustentabilidade que se realiza no Rio de Janeiro (Brasil), é também necessário consolidar a posição unica que representará os 27 Estados-membros, a uma só voz. «Há a necessidade de uma forte voz europeia na conferência da ONU Rio+20, no trabalho de adoptar um roadmap para a reestruturação sustentável da economia mundial», evidencia a presidência dinamarquesa.

No entanto, para que não haja dúvidas, fica também o aviso: «a Dinamarca vai assumir a presidência numa altura em que a UE está a enfrentar talvez o seu maior desafio de sempre. […] Temos que construir a nossa saída da crise e temos que o fazer juntos».

A nível ambiental, a Dinamarca tem algumas provas dadas. No sector energético e a título de exemplo, o país estima terminar o ano com uma fatia de energias renováveis de 20,1 por cento dos consumos. De 1990 a 2010, o consumo de energias renováveis no sistema energético do país mais do que triplicou. Actualmente, é de 160 PJ por ano, segundo um relatório publicado em Março de 2011 pela Agência de Energia da Dinamarca.

04 janeiro 2012