REN continuará a investir no que for crítico, para garantir a segurança do consumo, o fornecimento de energia e a qualidade do sistema.

Apesar da redução para 74,9 milhões de euros, face aos 139 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2011, esta redução já estava prevista no orçamento. Este ano, sobretudo na electricidade, há uma concentração em alguns projectos um pouco maiores que depois irão cair no segundo semestre. O que normalmente acontece na REN é o contrário. Os últimos seis meses concentram quase sempre a maior parte do investimento, entre 64% a 65% do investimento. Os restantes 35% ocorrem no primeiro semestre. Isso significa que deverá chegar ao final do ano com um volume de investimento superior a 200 milhões de euros. Há efetivamente um corte, decorrente de um período, em  houve grandes volumes de investimento no transporte de electricidade e no gás natural, com o reforço do terminal de Sines, que arrancará em Setembro. É mais uma questão de normalização de investimento. A REN continuará, no entanto, a investir no que for crítico para garantir a segurança do consumo, o fornecimento de energia e a qualidade do sistema. 

Quanto aos projectos com a State Grid, estes não envolvem, à partida, grandes volumes de financiamento. São projectos de venda de serviços, dirigidos à China e ao Brasil. Neste último mercado, onde a State Grid tem adquirido activos, a REN avançou recentemente com a venda de serviços de consultadoria. Está também previsto um acompanhamento dos investimentos em África. Foi dado o primeiro passo em Cahora Bassa, em Moçambique. Esta [aquisição de 7,5%] permitirá participar no projecto da rede dorsal de transporte de energia neste país, a realizar nos próximos anos. Quando isso se concretizar, será feita uma parceria com a State Grid. Está em desenvolvimento um investimento num centro de investigação e desenvolvimento, em Portugal, tendo sido assinado um protocolo nesse sentido. Os vários passos de desenvolvimento da parceria com a State Grid, quer a nível de cooperação tecnológica, quer de venda de serviços, estão já todos no terreno.

Relativamente à Oman Oil, o processo também se encontra em andamento. Houve uma visita da REN ao Oman para agilizar este dossier, estando a ser analisadas várias oportunidades de negócio de venda de serviços no Médio Oriente. É uma colaboração diferente mas que a REN considera que dará bastantes frutos, mais no sector do gás natural.

 

Fonte: Diário Económico - Ana Maria Gonçalves

02 agosto 2012