Saiba como utilizar o gás natural, para seu conforto, em total segurança.

Conheça as regras de segurança para aparelhos e instalações a gás:

Aquisição de aparelhos a gás

  • Deve adquirir apenas aparelhos devidamente aprovados e com a respetiva estampilha de certificação em função do tipo de gás que irá utilizar.

Instalação de aparelhos a gás

  • Certifique-se que a instalação é realizada por uma empresa credenciada. Recorra sempre às empresas instaladoras/montadoras e às entidades inspetoras credenciadas pela DGEG, Direção Geral de Energia e Geologia. Consulte a respetiva lista em www.dgge.pt;
  • Não permita que os aparelhos sejam instalados nos quartos ou nas casas de banho. Estas situações estão interditas na lei em vigor.

Materiais a utilizar nas ligações aos aparelhos a gás

  • Tubos metálicos extensíveis ou rígidos próprios para gás - a utilizar nas placas e fornos de encastrar bem como em esquentadores e caldeiras;
  • Tubos de borracha - a utilizar em fogões e aparelhos a gás amovíveis. De acordo com o quadro legal em vigor, o tubo de borracha deve ser aprovado para o tipo de gás a utilizar e apresentar a respetiva marcação de acordo com a legislação em vigor. O tubo de borracha deve ser substituído sempre que seja ultrapassada a validade (que se encontra inscrita no próprio tubo) ou este se apresente degradado ou com fissuras.
  • Para um comprimento superior a 1,5m, deverá utilizar-se uma ligação metálica extensível ou rígida, própria para gás.

Utilização dos aparelhos a gás

  • Limpeza e manutenção dos aparelhos: Deve manter sempre limpos e afinados os queimadores, respeitando as recomendações do fabricante;
  • Acendimento do aparelho: Deve sempre acender primeiro o fósforo ou acionar o acendedor e de seguida abrir o gás. Caso o aparelho não fique ligado, feche a válvula do queimador (botão do aparelho), e repita a operação. Certifique-se que as torneiras de água quente estão bem fechadas, sempre que acender o esquentador ou a caldeira;
  • Funcionamento dos aparelhos: Após a utilização, e sempre que se ausentar, verifique se os aparelhos se encontram desligados;
  • Ausências prolongadas: Certifique-se que as válvulas (torneiras) da instalação e de segurança se encontram bem fechadas antes de se ausentar por períodos longos;
  • Ventilação e exaustão dos produtos da combustão: Assegure-se de que o local e a instalação do seu aparelho cumprem as normas de ventilação e exaustão dos produtos da combustão. Se o seu edifício tem instalado um sistema de extração mecânica coletiva, assegure-se que este está sempre em funcionamento. Em caso de dúvida contate uma empresa credenciada. Recorra sempre às empresas instaladoras/montadoras e às entidades inspetoras credenciadas pela DGEG, Direção Geral de Energia e Geologia. Consulte a respetiva lista em www.dgge.pt. Nunca tape as entradas de ar na cozinha, mesmo que sinta frio;
  • Revisão dos aparelhos: Periodicamente deve proceder à revisão dos aparelhos a gás, recorrendo a empresas credenciadas pela DGEG para o efeito. Se detetar alguma irregularidade (quando a chama deixar de ser estável e azulada e passar a apresentar-se instável, ruidosa ou fortemente amarelada) também deverá contatar uma empresa credenciada.

Manutenção das instalações de gás

  • Solicite inspeções com a periodicidade definida por lei – de cinco em cinco anos para as instalações domésticas com mais de 20 anos e que não tenham sido objeto de remodelação – cuja iniciativa e responsabilidade pertence aos proprietários;
  • Todas as alterações ou modificações na instalação existente devem ser sempre efetuadas por uma empresa credenciada pela DGEG. A nova instalação deverá ser objeto de inspeção por parte de uma entidade inspetora da DGEG;
  • Qualquer válvula que não se encontre ligada a um equipamento a gás deve permanecer fechada e tamponada;
  • Quando efetuar obras no pavimento ou nas paredes da sua casa lembre-se que aí pode passar um tubo de gás. Procure identificar a localização das canalizações de gás na sua residência.

Para que possa beneficiar de todas as vantagens do Gás Natural, em segurança e com todo o bem-estar, alertamos para os perigos do monóxido de carbono, o que fazer para o prevenir e como agir na sua presença.

1. O que é o monóxido de carbono?

O monóxido de carbono - CO - é um gás tóxico, invisível, sem cheiro ou sabor e que resulta de uma deficiente combustão, qualquer que seja o combustível utilizado: lenha, carvão, gás (butano, propano ou natural), entre outros. A sua presença no ar não é preocupante desde que em níveis baixos. É de difícil deteção e, a partir de níveis de concentração mais elevados, os seus efeitos nocivos podem manifestar-se rapidamente, levando ao aparecimento de tonturas, náuseas, convulsões, perdas de consciência e, em situações mais graves, à morte.

2. Quais as origens do perigo?

Alguns fatores estão na origem de uma acumulação excessiva de monóxido de carbono, nomeadamente:

  • Interferência do funcionamento do exaustor da cozinha na correta libertação para o exterior dos gases/fumos do esquentador, caldeira, lareira, etc.,
  • Aparelhos de aquecimento ou produção de águas quentes incorretamente montadas ou em deficiente estado de conservação;
  • Insuficiente renovação de ar na habitação e ausência de ventilação adequada no local onde se encontram instalados os aparelhos;
  • Condutas de exaustão ou chaminés obstruídas ou mal dimensionadas não permitirão a correta exaustão dos gases/fumos.
  • O monóxido de carbono pode acumular-se em espaços fechados e por isso é recomendável especial vigilância em alturas de frio intenso, quando os aparelhos são mais solicitados e a ventilação do local tende a ser menor.

3. Que fazer em caso de suspeita de intoxicação?

Se sentir náuseas, dores de cabeça, tonturas, lembre-se da possibilidade de intoxicação por monóxido de carbono e:

  • Areje imediatamente o local, abrindo portas e janelas;
  • Se possível, desligue todos os aparelhos de combustão (exemplo: esquentadores, caldeiras, aquecedores móveis a gás ou petróleo, lareira, etc.). Se estiver em funcionamento, desligue igualmente o exaustor da cozinha;
  • Abandone o local;
  • Se alguém estiver com sintomas de intoxicação, contate o Centro de Informação Antivenenos 808 250 143 (24 horas por dia). Em casos graves contate o 112, para solicitar assistência às vítimas;
  • Contate uma empresa credenciada para a resolução do problema.

4. Como evitar o monóxido de carbono?

Com vigilância e gestos simples:

  • Solicite inspeções periódicas à sua instalação de gás que deverão se realizadas por uma entidade inspetora credenciada pela DGEG. De acordo com a Portaria 362/2000, devem ser efetuadas inspeções de cinco em cinco anos, para instalações de gás domésticas executadas há mais de 20 anos e que não tenham sido objeto de remodelação. Para instalações afetas à atividade industrial, a periodicidade é mais reduzida, de acordo com a respetiva dimensão. Pode ainda solicitar uma inspeção extraordinária sempre que pretenda verificar as boas condições de utilização de gás na sua instalação;
  • A montagem dos aparelhos de queima deve ser sempre efetuada por uma empresa credenciada (consulte a lista de empresas instaladoras/montadoras e das entidades inspetoras credenciadas pela DGEG, em www.dgeg.pt.);
  • Solicite a verificação periódica do funcionamento destes aparelhos;
  • Mantenha a sua habitação arejada e nunca obstrua as entradas de ar;
  • Promova a limpeza das condutas de exaustão e chaminés, uma vez por ano;
  • Se o seu edifício tem instalado um sistema coletivo de extração mecânica, assegure a manutenção e a limpeza periódica da respetiva rede de ventilação e exaustão. Garanta ainda que este se encontra sempre em funcionamento. Caso este sistema tenha que ser temporariamente desligado (por avaria ou manutenção), garanta que não são utilizados os respetivos aparelhos de queima.
  • Não utilize para aquecimento:
  1. Aparelhos móveis a gás ou petróleo;
  2. Braseiras, em locais não ventilados.

Podem ser indícios da presença de monóxido de carbono no ambiente:

  • Coloração amarela ou laranja na chama, em vez de azul;
  • Aparecimento de manchas nas condutas de evacuação ou junto a estas, ou descoloramento de aparelhos;
  • Alterações de comportamento ou mesmo morte de pequenos animais de estimação.