ENCONTRO ANUAL AGN 2022

30/06/2022 | Eventos AGN

O Sistema Gasista, a sua descarbonização e mudança de paradigma energético, marcaram o Encontro Anual da Associação Portuguesa das Empresas de Gás Natural (AGN)

“O Gás já não é só gás natural”

“O Gás já não é só gás natural” disse Álvaro Laranjo, novo Diretor Executivo da Associação Portuguesa das Empresas de Gás Natural (AGN), no seu 9º Encontro Anual, que se realizou dia 29 de junho de 2022, no CCB, em Lisboa. 

Na Abertura do Encontro subordinado ao tema “Sistema Gasista - Rumo a descarbonização”, Jorge Lúcio, Presidente da AGN, salientou que “o mundo mudou, e mudou muito nestes últimos três anos e o setor energético foi particularmente chamado a atuar face à necessidade de resposta que as alterações climáticas criaram”. 

Neste Encontro, a AGN e os seus oradores mostraram que existe uma mudança de paradigma na energia que obriga o sistema gasista a adaptar-se e concorrer para uma sociedade sustentável.

As políticas de transição energética e descarbonização apontam para a diminuição da intensidade de utilização do gás natural como combustível essencial para a economia e a sua substituição por gases descarbonizados, ou com baixo teor de carbono, como o hidrogénio, e são uma solução urgente na sociedade. 

Mais uma vez foi salientado o papel da regulação na condução harmoniosa de todas as variáveis que terão que conviver ao longo deste processo. Segundo Mariana Pereira, da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, o “Gás Natural manter-se-á até 2050” cumprindo o seu papel no mix energético.

Ao nível da União Europeia o setor de gás será fortemente descarbonizado. Já hoje é dada a possibilidade das infraestruturas de transporte, distribuição e armazenamento de gás existentes, receberem gases renováveis ou de baixo teor de carbono, como o hidrogénio. Esta descarbonização da economia e a forma como o setor do gás participa são imperativos para uma transição energética sustentável a nível ambiental, social e económico.

Naturalmente que para que tudo isto aconteça em Portugal e na Europa é necessário um enquadramento regulatório adequado que estimule a produção destes gases e possibilite a adequação das infraestruturas. Dada a situação geopolítica atual, a alteração de paradigma é tão acelerada que este enquadramento regulatório também o é na sua mudança. 

Ora, a AGN não podia ficar à parte em todo este processo, “tinha de evoluir e transformar-se numa associação que pudesse incorporar todos os gases: O Hidrogénio, o Biometano e o Gás Natural. Para poder melhor representar os seus associados atuais e poder acolher novos entrantes no mercado que certamente vão enriquecer esta associação, a AGN muda assim de estatutos, de designação e de logo: a AGN passa a chamar-se  APEG -  Associação Portuguesa de Empresas de Gás” acrescentou Álvaro Laranjo.

No encerramento do seu 9º Encontro que contou com cerca de 200 participantes do setor gasista, e de outras áreas da economia ligadas à energia, Gabriel Sousa, Vice-Presidente da AGN, salientou que “o sistema energético global português conta hoje com um sistema elétrico que recebe eletrões renováveis, e possui também um sistema de gás pronto, e já a receber, moléculas renováveis. Continuamos rumo à descarbonização com o acelerar dos gases renováveis para melhorar o poder de compra e a economia da sociedade portuguesa”.

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