Portugal recusa “cortar só por cortar” no gás e vê Sines como alternativa

26/07/2022 | Energia

Portugal insere-se nalgumas das exceções previstas na proposta da Comissão Europeia, o que traz conforto ao país na aprovação da medida, indica o ministro do Ambiente.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática garante que Portugal vai procurar ser solidário com os restantes países da União Europeia no que toca ao consumo de gás. Aposta no “menor número de cortes possíveis para Portugal” e em recorrer, sempre que possível, a soluções alternativas, como é o caso da exportação de gás natural liquefeito através do porto de Sines.

“Nós não precisamos de cortar só por cortar, até porque cortar tinha de ter um objetivo final. Se conseguimos encontrar soluções alternativas, vamos procurá-las sempre”, afirmou Duarte Cordeiro, referindo-se à proposta da Comissão Europeia, aprovada esta terça-feira, que avança como meta uma redução voluntária de 15% no consumo de gás dos países europeus.

“Podemos, através do porto de Sines, reforçar o fornecimento de gás a outros países europeus”, indicou o governante, considerando “desnecessário” penalizar a economia portuguesa face à existência de soluções como esta. A exportação a partir de Sines “permite uma rotação diferente do nosso stock” e ainda, “com algum investimento nas nossas infraestruturas” — que está a ser considerado — “procurar gerar maior disponibilidade de gás a nível europeu”. Tornando, desta forma, Portugal mais “útil” no âmbito da crise energética europeia.  

Portugal, confirmou o ministro nestas declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP, terá uma “aplicação parcial” da redução obrigatória de 15% no consumo de gás que foi proposta pela Comissão Europeia, e subscrita pela maioria dos Estados-membros esta terça-feira.

“Portugal vai ter uma aplicação parcial deste regulamento, porque permite, por um lado, enquadrar-se naquilo que são os países com reduzidas interconexões”, disse Duarte Cordeiro.

Fonte: Eco Capital Verde (Notícia em atualização)

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